Tendências de marketing 2026: o que vai moldar o futuro das marcas

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Tendências de marketing 2026: o que vai moldar o futuro das marcas

IA, SXO, comunidades e conteúdo são as principais tendências para o próximo ano.

Em um cenário em que os algoritmos decidem o que vemos, lemos e compramos, a Dentsu aponta que o futuro do marketing exigirá algo surpreendentemente simples: um retorno à essência humana.

O relatório “Verdades Humanas na Era Algorítmica: Tendências de Mídia para 2026” traça um panorama que aponta que as marcas que prosperarão serão aquelas capazes de unir tecnologia e empatia, automação e autenticidade.

De acordo com o levantamento, o mercado vive um ponto de inflexão: em meio a um ambiente digital cada vez mais fragmentado e baseado em IA generativa, as marcas precisarão se reconectar com comportamentos reais, desejos genuínos e experiências que despertem emoção.

Principais tendências de marketing para 2026

A seguir, confira quais aspectos merecem atenção no próximo ano.

1 – SXO: a nova forma de buscar no digital

O SXO (Search Experience Optimization) surge como uma das principais tendências de marketing e mídia para 2026. Se antes o SEO bastava para garantir visibilidade nos buscadores, agora as interações acontecem em modelos de linguagem (como ChatGPT), redes sociais, marketplaces e aplicativos.

Segundo a Dentsu, a ascensão da IA generativa muda o eixo da descoberta: o usuário já não precisa sair da interface para encontrar o que busca. É a era dos resultados zero clique. Dessa forma, o desafio para as marcas será otimizar experiências e manter seus sites como fontes de autoridade e confiabilidade para alimentar as inteligências artificiais. Ou seja, o trabalho será muito além de palavras-chaves.

2 – Ainda mais destaque para agentes de IA

De acordo com o estudo, 80% dos CMOs afirmam que a IA generativa é prioridade de investimento em 2026. O foco está na criação de agentes de IA proprietários, capazes de interagir com consumidores, realizar compras e executar tarefas administrativas.

Mas o avanço vem com um alerta: sem um planejamento estratégico e regras, o uso desses agentes pode gerar frustrações e danos à reputação das marcas. Assim, o futuro pede governança de IA, equilíbrio entre automação e humanidade, e uma nova ética na comunicação digital.

3 – Estratégia para valorização do produto ou serviço

Durante anos, o marketing lutou para eliminar qualquer atrito da jornada de compra.

Agora, acontece o oposto: um movimento de retorno à fricção, adicionando barreiras intencionais para valorizar o ato da compra e reaproximar o consumidor da marca.

Isso significa lançar coleções limitadas, criar grupos exclusivos ou até incentivar experiências presenciais. A ideia é que quanto mais fácil for comprar, menos significativo é o consumo.

4 – Comunidades e criadores no centro

Com a descentralização das redes sociais, as marcas perdem espaço, mas as pessoas ganham voz. Desse modo, os criadores de conteúdo são o elo entre o discurso e a audiência.

O relatório destaca que a publicidade tradicional tem dificuldade em se inserir nas comunidades digitais e, justamente por isso, os influenciadores se tornaram canais orgânicos para resolver essa dor. 

No entanto, cabe lembrar que a escolha dos criadores deve ser feita com base em conexão, nicho e coerência de narrativa. Pois, o que importa aqui não é o alcance, mas a identificação e confiança entre quem fala e quem ouve. 

5 – Retorno do ao vivo e da nostalgia

Enquanto o conteúdo sob demanda fragmenta o tempo, o ao vivo reúne. Dessa forma, transmissões esportivas, shows e programas em tempo real são o novo território da união, e uma das grandes apostas de streaming e publicidade para os próximos anos.

Ao mesmo tempo, a nostalgia segue em alta: millennials e geração Z estão resgatando referências dos anos 1990 e 2000, conectando passado e presente em narrativas afetivas.

Para as marcas, é a chance de combinar emoção e pertencimento, dois sentimentos que nem o algoritmo consegue replicar.

6 – IA na segmentação e o fim do ROI imediato

A IA pode criar grupos focais e perfis simulados, reproduzindo atitudes e comportamentos, de forma ágil, com custo reduzido e feedback em tempo real. Assim, essa inteligência permite segmentar mensagens com precisão, liberando tempo das equipes para o que mais importa: estratégia e criação.

Mas há uma virada importante: o foco deixa de ser o ROI imediato e passa a ser a saúde da marca a longo prazo. Plataformas como TikTok e TV conectada já mostram que a lembrança de marca e a afinidade emocional geram resultados de venda sustentáveis.

7 – Centralização de mídia, comércio e relacionamento

O WhatsApp inaugura uma nova fase da comunicação de marca: o momento em que mídia, comércio e atendimento coexistem em uma única conversa. Com os anúncios dentro do app, as empresas podem conectar campanhas, vendas e CRM de forma contínua e personalizada.

Aqui, é importante ficar de olho em formatos que mesclam interações automatizadas e humanas, criando uma experiência fluida e natural.

8 – Handcraft e experiência sensorial

Em meio ao avanço da IA, surge uma tendência complementar: o retorno do handcraft e das experiências sensoriais. Se tudo se torna automatizado, o toque humano ganha valor emocional e simbólico.

Essa busca por experiências táteis, reais e personalizadas reflete uma necessidade coletiva: reconectar-se com o mundo físico, com o tempo e com o significado das coisas.

No marketing, isso se traduz em embalagens artesanais, ativações presenciais, aromas, sons e texturas, tudo o que desperta memória e pertencimento.

Tecnologia muda, o humano permanece

As tendências de marketing e mídia para 2026 revelam um paradoxo: quanto mais avançamos tecnologicamente, mais valorizamos o que é humano. Entre SXO, IA, comunidades e experiências sensoriais, o fio condutor é o mesmo: a busca por sentido.

Portanto, fica claro que o futuro das marcas depende de escutar, traduzir e se conectar. Pois, por trás de cada algoritmo ainda há uma pessoa e é com ela que o marketing precisa falar.

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